CCBB Educativo: Especial 12 de outubro
Local: Área externa, prédio do CCBB e 1º andar | CCBB SP
Horário: Sextas e sábados, às 14h e às 18h
O CCBB Educativo preparou uma programação especial para o Dia das Crianças, com eventos gratuitos de contação de histórias, música, laboratórios e visitas. São atividades participativas para crianças de 5 a 12 anos, adolescentes e adultos.
Programação:
* Em Cantos e Contos
11h – O Sonho de Ismar | Local: Rua Álvares Penteado
16h30 – O Amor de um Pássaro por um Lagarto | Local: Auditório
Idade recomendada: a partir de 5 anos
* Vivências Musicais
12h - Cantigas de Rodas | Local: Rua Álvares Penteado
Idade recomendada: 5 anos
* Visita Mediada
14h - Exposição “Oneness” – Mariko Mori | Local: Prédio do CCBB
Idade recomendada: a partir de 5 anos
* Cortejo
13h30 e 17h30 | Local: Prédio do CCBB
Idade recomendada: a partir de 5 anos
* Laboratório de Ações Criativas
13h - Memórias de Infância | Local: Rua Álvares Penteado
Idade recomendada: a partir de 5 anos
* Visita Teatralizada
15h | Local: Prédio do CCBB
Idade recomendada: a partir de 5 anos
* Roteiros Especiais
17h - Visita Sensorial | Local: Prédio do CCBB
Idade recomendada: a partir de 10 anos
* Visita ao Prédio
19h - Conhecendo o CCBB | Local: Prédio do CCBB
Idade recomendada: a partir de 5 anos
Eventos sujeitos à disponibilidade de educador, sob consulta na bilheteria.
arte.mediação
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
domingo, 18 de setembro de 2011
Práticas e Reflexões
terça-feira, 6 de setembro de 2011
"Reflexões sobre nomenclaturas - Porque arte-educador?"
Baixe o texto em http://www.educamuseu.com/p/opiniao.html
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Educação não-formal --> Espaços culturais: expectativas educador /público
Quando abro uma revista ou um livro tenho necessidade de folhear todo o material para só em seguida dar início a leitura começando pelo que mais me interessa. Muitos visitantes de exposições também procedem de forma semelhante. Percorrem a mostra toda para só então dar início a visita conforme seus interesses ou o que mais lhes ou despertou a curiosidade.
Nos espaços culturais é muito comum para o educador que realizará a visita educativa ou mediada receber um grupo ansioso por desconhecer o espaço, a quantidade de peças ou obras expostas, as atividades que o local oferece. Porque então não minimizar a ansiedade do grupo, sendo muitas vezes restrita ao professor acompanhante, percorrendo toda a mostra para aí começar a visita? Pode ser outro modo de levantar os repertórios e interesses dos visitantes. Outra estratégia que o educador pode fazer uso é descrever toda a mostra, explicar aos visitantes que em nenhuma exposição há tempo tanto para o educador quanto para os visitantes de visitar toda a mostra, além, é claro, de levantar junto ao grupo se há algum interesse específico em alguma obra ou objeto exposto.
Ser educador implica em respeitar os tempos, ritmos e interesses do visitante. De que adianta cumprir um roteiro de visita se o público está mais interessado no prédio ou no elevador, banheiro... afinal, todos os espaços culturais tem seu “elefante branco”. As expectativas do educador não podem confrontar com as do público que tem uma experiência bastante diversa daquele. O público se depara com muitas informações novas como o próprio espaço expositivo, que mesmo já conhecido, a cada nova exposição apresenta uma nova expografia, paredes são levantadas onde em mostras anteriores não existiam, assim como as cores, a comunicação visual... enquanto o educador se familiariza com o “novo” espaço antes do público estando, no momento do atendimento ao grupo, focado na exposição ou atividades as quais irá realizar com aquele.
Educar demanda dedicação, generosidade, estudo, pesquisa no preparo para as visitas e atividades. Não realizá-las pode ser frustrante para o educador. Mas para que o público se dê conta dos usos dos espaços culturais e possibilidades de contato com a cultura é preciso que, em primeiro lugar, ele sinta-se acolhido e à vontade. Só assim, num segundo momento, esse público pode voltar sua atenção para as atividades e exposições.
A formação de um público assíduo nos espaços culturais acontece em etapas que compreendem o tempo de familiaridade de cada público com os espaços culturais, que pouco a pouco, a cada visita, integram seus repertórios e vivências.
Em quaisquer etapas em que se encontre o público em relação às instituições culturais, a abertura do educador é determinante para a experiência rica e única do visitante. Estar presente é o contato sensível do educador que percebe o outro, sabe ouvir e ser ouvido e respeita a curiosidade alheia.
Afinal, as relações humanas não são regidas por expectativas?
Nos espaços culturais é muito comum para o educador que realizará a visita educativa ou mediada receber um grupo ansioso por desconhecer o espaço, a quantidade de peças ou obras expostas, as atividades que o local oferece. Porque então não minimizar a ansiedade do grupo, sendo muitas vezes restrita ao professor acompanhante, percorrendo toda a mostra para aí começar a visita? Pode ser outro modo de levantar os repertórios e interesses dos visitantes. Outra estratégia que o educador pode fazer uso é descrever toda a mostra, explicar aos visitantes que em nenhuma exposição há tempo tanto para o educador quanto para os visitantes de visitar toda a mostra, além, é claro, de levantar junto ao grupo se há algum interesse específico em alguma obra ou objeto exposto.
Ser educador implica em respeitar os tempos, ritmos e interesses do visitante. De que adianta cumprir um roteiro de visita se o público está mais interessado no prédio ou no elevador, banheiro... afinal, todos os espaços culturais tem seu “elefante branco”. As expectativas do educador não podem confrontar com as do público que tem uma experiência bastante diversa daquele. O público se depara com muitas informações novas como o próprio espaço expositivo, que mesmo já conhecido, a cada nova exposição apresenta uma nova expografia, paredes são levantadas onde em mostras anteriores não existiam, assim como as cores, a comunicação visual... enquanto o educador se familiariza com o “novo” espaço antes do público estando, no momento do atendimento ao grupo, focado na exposição ou atividades as quais irá realizar com aquele.
Educar demanda dedicação, generosidade, estudo, pesquisa no preparo para as visitas e atividades. Não realizá-las pode ser frustrante para o educador. Mas para que o público se dê conta dos usos dos espaços culturais e possibilidades de contato com a cultura é preciso que, em primeiro lugar, ele sinta-se acolhido e à vontade. Só assim, num segundo momento, esse público pode voltar sua atenção para as atividades e exposições.
A formação de um público assíduo nos espaços culturais acontece em etapas que compreendem o tempo de familiaridade de cada público com os espaços culturais, que pouco a pouco, a cada visita, integram seus repertórios e vivências.
Em quaisquer etapas em que se encontre o público em relação às instituições culturais, a abertura do educador é determinante para a experiência rica e única do visitante. Estar presente é o contato sensível do educador que percebe o outro, sabe ouvir e ser ouvido e respeita a curiosidade alheia.
Afinal, as relações humanas não são regidas por expectativas?
domingo, 22 de maio de 2011
Práticas e Reflexões com Educadores no CCBB-SP
sábado, 23 de outubro de 2010
Para educadores não-formais de exposições:

Como manter-se motivado ao longo de meses em uma mesma exposição?
1. Querer manter-se motivado. É preciso querer ser educador. Fazer “bico” com educação é desrespeito com o outro, tanto com o visitante quanto com o educador comprometido.
2. Ser sincero consigo mesmo, buscando não julgar os visitantes pela aparência, posição social ou gostos e valores. Nunca sabemos o que o outro viveu.
3. Buscar desafios em obras e/ou objetos expostos com os quais ainda não trabalhou em uma visita educativa. É importante buscar novos roteiros todos os dias. Não podemos ligar o piloto automático, que nos conduz a deixar de ouvir o outro ou a esperar as respostas freqüentes da mediação.
4. Trocar e experimentar os pontos de vista e questões observadas por outro educador e, buscar novas formas de abordar o mesmo assunto. Isso pode ser com os mesmos conceitos ou questões formais.
5. Não aceitar que sua visita já chegou ao que poderia ser de melhor. Os visitantes são sempre outros e mesmo que os mesmos visitantes retornem à exposição, não estão com a mesma disposição, humor e abertura da última vez, assim como o educador.
6. Querer dividir e estar disposto a aprender com visitante, o que implica em não colocar-se em posição superior.
7. Renovar o olhar sobre a exposição e todos os seus elementos, resignificá-los. Buscar adentrar o espaço expositivo como se fosse a primeira vez e procurar pensar como o espaço conversa com o corpo e as obras.
8. Estudar sempre. Estudar possibilita novas formas de navegar e explorar a exposição, ampliando formas de articulação de sentidos e conteúdos.
9. Rir de si mesmo e admitir não ter pensado questões suscitadas pelo visitante.
10. Divertir-se e ter prazer com a troca e a com experiência com o outro.
11. Lembrar que tudo o que foi experienciado será aproveitado de alguma forma mais adiante.
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